segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu não sei pra onde vou. (adolescência tardia)


Quando você tiver um filho - se é que já não tem - tome cuidado quando quiser que ele cresça e amadureça antes da hora. Tome cuidado se, aos  18 anos, ele ainda não souber o que  quer da carreira ou da vida e ainda assim você insistir para que ele cresça, porque afinal  ele JÁ TEM 18 ANOS!!! Cuidado ao pressioná-lo, cobrá-lo, exigir posições e decisões precipitadas. Você poderá estar fomentando o nascimento de um adultescente sem rumo.

 Na verdade ninguém tem culpa pelo ótimo estado em que me encontro agora. Ótimo estado sim. Por que ótimo? Porque eu não tenho a MÍNIMA IDÉIA de pra onde eu vou. E isso, pra alguém que desde os 13 (!!!) anos de idade já tinha planos traçados para as próximas duas décadas, é algo simplesmente maravilhoso.

Não foi simplesmente a passagem de ano. Não foi uma viagem ou qualquer coisa assim. Essa benéfica falta de rumo foi fruto de uma longa observação das pessoas, das coisas e de mim mesma. Eu fiquei pensando que durante praticamente toda a minha vida eu controlei os passos do meu destino. Projetei minha vida de tal forma que aos 14 já tivesse idéia de minha vida profissional, aos 18 já tivesse início de carreira definida e aos 25, uma promissora união conjugal. E saiu tudo exatamente como eu planejei... O resultado desse maravilhoso planejamento milimétrico foi o stress, a sensação de vazio, a ansiedade e vários outros problemas anexos dos quais não convém nem falar...

Então agora, com alegria eu digo: EU NÃO SEI PRA ONDE VOU. Acho que não vou casar de novo. Acho que não vou querer ter filhos tão cedo. Não sei se vou mudar de profissão ou continuar na minha vidinha comum. Gosto da banda e vou levando com garra enquanto a vida me permitir. Talvez faça alguma viagem para fora do país pelos próximos dois anos, assim que reorganizar minha vida. Talvez viva de viajar. Ou talvez me recolha em algum apartamento do litoral numa pacata vida de caminhada à beira da praia toda noite. Também não descarto morar no interior ou fazer dele minha segunda casa - se os ventos assim o quiserem...



Tenho pensado o mesmo na questão dos relacionamentos.
 Talvez encontre pelo caminho ainda muitas pessoas especiais, que simplesmente passarão sem criar vínculo. Mas quer saber...? Isso pouco me importa agora. As pessoas vêm e vão e aproveitar um momento especial com elas é o que vai ficar. Creio que seja melhor aproveitar um momento especial com uma pessoa que vai me deixar boas lembranças, do que me aprisionar a alguém que me trará alguns momentos de alegria e outros tantos de dor. Logicamente, aceitarei de bom grado se  alguém especial vier pra ficar. Mas não sei - e que bom é não saber! - se quero isso agora.
Pra fechar esse post...lembrei-me de uma música muito própícia.



Certa vez eu postei no meu blog a seguinte frase em latim: Ubi dubium, ibi libertas, com um ponto de interrogação no final. Não sabia que dúvidas podem ser libertadoras.
Mas, diante de tudo o que tem acontecido em minha vida, eu posso com propriedade dizer:

Ubi Dubium, Ibi Libertas

1 pessoas deixaram um pedaço de si:

  1. Olá minha linda...
    Você não sabe pra onde vai? Nem eu!
    Aqui tem feito um frio de doer nos ossos...Saudades do Brasil. E das pessoas. Tudo indica que voltarei em breve. Eu não vou segurar a onda.
    Tenho visto suas fotos, vc tingiu o cabelo - de novo! - está mais morena...e ainda decidiu mostrar as caras postando mais vídeos! Isso é muito bom pra vc!
    Espero encontrá-la em breve.
    Ah, não sei por que lembrei dessa música ao ver sua foto:
    http://www.youtube.com/watch?v=hg1HU-wHelk
    Grande beijo. Alberto.

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